Nosso Canal

domingo, 16 de abril de 2017

Identificam ferida de lança no corpo envolto pelo Santo Sudário e Sudário de Oviedo



 MADRI, (ACI).- O Santo Sudário de Turim e o Sudário de Oviedo não só envolveram a mesma pessoa, como também indicam que esta “sofreu um ferimento” em um dos lados depois de morto, o que concorda com o Evangelho de São João, quando relata o momento em que um centurião romano perfurou o lado de Cristo, informou a Universidade Católica de Murcia (Espanha).

A Universidade Católica de Murcia (UCAM) indicou em 31 de março que chegaram a esta conclusão depois do estudo médico-forense dirigido por Alfonso Sánchez Hermosilla, pesquisador deste centro de estudos.

Sánchez Hermosilla é médico forense do Instituto de Medicina Legal de Murcia, diretor da Equipe de Pesquisa do Centro Espanhol de Sindonologia (EDICES) e assessor científico do Centro Internacional de Sindonologia de Turim.

O estudo “sobre o Sudário de Oviedo e o Sudário de Turim foi realizado conjuntamente” e “não só confirma que ambos envolveram a mesma pessoa, como também, que depois de morto e em posição vertical, sofreu um ferimento profundo que travessou o tórax direito, com a entrada pela quinta costela e saída pela quarta, perto da coluna vertebral e da escápula direita, deixando marcas de coágulos de sangue e líquido pericárdico em ambos os panos (no Santo Sudário pelo seu contato com os orifícios da entrada e da saída, e no Sudário de Oviedo com o da saída)".

Isto, indicou a UCAM, “está de acordo com o que foi relatado no Evangelho de João, que no capítulo 19, versículos 33-34 diz: ‘Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água’”.

Para chegar a essa conclusão foram realizados “estudos antropométricos, criminalísticos, anatômicos e anatomopatológicos do Santo Sudário de Turim e do Sudário de Oviedo”. “Seus resultados supõem novas descobertas da Equipe de Pesquisa da UCAM que está estudando o Sudário de Oviedo e que anteriormente encontrou outras evidências de que ambos os tecidos envolveram a mesma pessoa”, indicou em seu site.

A UCAM informou que foram realizados “estudos do sangue, a presença de pólens, conservação do material do tecido (linho) e a determinação de contaminantes orgânicos e inorgânicos”.

“As manchas de sangue que foram estudadas sempre estiveram lá, mas ninguém as havia estudado, e são as únicas com essas características. Até o momento, foram atribuídas a marcas causadas pelas feridas da flagelação”, assinalou Sánchez Hermosilla.

Nesse sentido, a universidade explicou que “as manchas advertidas pelos pesquisadores e nas quais se centra o estudo compartilham características comuns e são muito diferentes do resto, pela sua morfologia e complexidade depois da sua análise macroscópica, como uma alta concentração hemática no centro e um cerco mais claro e perfilado”.

“Além disso, esta mancha se torna invisível quando é observada sob um filtro infravermelho, como normalmente acontece nas manchas causadas pelo sangue de cadáver, ao contrário do que ocorre com o sangue de uma pessoa que está viva (...). No Sudário existe apenas outra mancha com características semelhantes, chamada ‘Mancha em acordeão’, atribuída à mesma origem com mácula e, consequentemente, do tecido ter sido dobrado várias vezes em várias ‘partes’, ficando sobre o inverso da grande mancha central” acrescentou.

A UCAM informou que o estudo descreve com detalhe “os tecidos e órgãos que atravessaram o objeto pontiagudo em sua hipotética trajetória” e apoia “a hipótese de que quem administrou o ‘golpe de graça’ tinha experiência, pois ao colocar a folha da arma na posição horizontal poderia evitar facilmente as costelas, sem ter que tentar várias vezes, algo que aparentemente não aconteceu, pois não aparece o que denominamos na Medicina Forense ‘marcas das lesões’”.

A Universidade recordou que “antes desta nova descoberta, e também durante esta investigação, foi descoberto no Sudário de Oviedo um grão de pólen de uma planta que, segundo a paleóloga da EDICES, Marzia Boi, é compatível com a espécie botânica Helicrysum Sp., também identificada no Sudário de Turim”.

“Também descartaram que se tratava de uma contaminação posterior, pois está aderido ao sangue; ou seja, chegou à relíquia ao mesmo tempo que o sangue, não foi de forma aleatória”, afirmou.

A equipe liderada por Sánchez Hermosilla foi formada por Jesús García Iglesias, professor de Minas da Universidade de Oviedo, assim como pelos membros da EDICES, Marzia Boi, paleóloga e bióloga; Juan Manuel Miñarro, professor no Departamento de Escultura da Universidade de Sevilha; Antonio Gómez Gómez e Felipe Montero Ortego.

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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Momento Cultural - Convidando esta la Noche



Convidando esta la Noche – Juan García Zéspedes


Concerto "A História da Música - Do Gregoriano ao Barroco" realizado no Mosteiro de São Bento de São Paulo em 11-12-2015. Participação do Coro Gregoriano Exultet, Camerata Santa Cecília e Flammula Chorus

terça-feira, 11 de abril de 2017

Inquisição: Isto recomenda especialista não crente a católicos envergonhados de sua história



Por Diego López Marina

 Crédito: Diocese de Málaga

Dra. Maria Elvira Roca
MÁLAGA, (ACI).- A docente, filóloga e doutora em literatura Maria Elvira Roca Barea gerou um intenso debate após a publicação de um livro no qual explica as “lendas negras” instaladas em alguns períodos da história, como a Inquisição Espanhola.

Em uma entrevista à Diocese de Málaga, a autora de “Imperiofobia e leyenda negra” (“Imperiofobia e lenda negra”), que não professa nenhum credo, recomendou aos católicos não terem um sentimento de culpa pela Inquisição que, embora tenha existido, foi uma “pequena instituição que nunca teve a capacidade de influenciar decisivamente na vida dos países católicos e da Espanha”.

“O mecanismo da lenda negra funciona sempre não com uma mentira absoluta, o que se diz costuma ser verdade. O que acontece é que se magnifica e se cala todas as outras coisas”, ressaltou a ex-professora da Universidade de Harvard e pesquisadora do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha.

A autora acrescentou que esse sentimento de culpa que permanece até hoje surgiu no século XVIII após o período do Iluminismo, quando “os intelectuais espanhóis começaram a assumir como verdadeira essa versão da história que diz que a Espanha teve culpa por todas as guerras de religião”.

Na verdade, precisou, alguns grupos geraram nas pessoas a crença de que foi “a intolerância religiosa dos católicos, com a Espanha na liderança, que causou essas guerras e que justifica todas as atrocidades que aconteceram na Europa nos séculos XVI e XVII, etc.”.

Roca Barea acrescentou que, a partir deste momento, novos intelectuais converteram aquela visão na versão oficial da história espanhola, que é “assumida por eles como verdade”.

Os erros sobre a Inquisição Espanhola

Entretanto, a especialista indicou que naquele tempo a intolerância no tema da religião foi “o modo de pensar de todos”, por isso, dizer que nesse sentido os espanhóis foram intolerantes por causa da Inquisição “é a falsidade de todas as falsidades”.

“O que devemos ver é de que modo era controlada essa intolerância religiosa em cada local e, desde o princípio, foi muito mais civilizada e mais compreensiva no lado católico e logo na Espanha”, acrescentou.

A especialista citou como exemplo a Inglaterra ou os principados luteranos protestantes no norte da Europa, onde as perseguições foram “horríveis”.

“Aparte – continuou – todo o fenômeno de caça às bruxas, absolutamente demente, que causou milhares de mortes. Isso não aconteceu no mundo católico e nem na Espanha porque existia a Inquisição, que evitou aquelas barbaridades”.

Roca Barea disse que a Inquisição católica foi “uma instituição muito organizada, muito mais regulamentada do que qualquer outra em seu tempo e na qual a religião continuava sendo tema de religião e não do Estado”.

“Tratava-se de delitos que ainda hoje são tais, como por exemplo, os que eram conhecidos como delitos contra a honestidade: o lenocínio, a pedofilia, o tráfico de pessoas, a falsificação de moedas e documentos... Tinha um campo muito amplo de trabalho”.

Rocha Barea revelou que “todas e cada uma das sentenças de morte” que foram assinadas na Espanha foram “muito bem documentadas” nos estudos como os do professor Contreras ou o de dinamarquês Henningsen.

“A Inquisição julgou cerca de 44.000 casos entre 1560 e 1700, causando a morte de aproximadamente 1340 pessoas. E essa é toda a história. Calvino colocou 500 pessoas na fogueira em apenas 20 anos por heresia”, detalhou.

Igreja Católica deve se defender

Por outro lado, a autora manifestou os católicos não “podem ter” esta atitude de “perder a batalha cultural”.

“Deve reagir, porque não é prejudicial apenas para os católicos, crentes ou não crentes, mas para o mundo que a Igreja Católica gerou”, acrescentou.

A especialista disse que “a religião católica foi responsável por conquistas muito importantes, coisas muito boas que fez pelo mundo e pela sociedade”. “Por que não ensina esse lado de si mesma que é lindo e que mereceria ser mais conhecido? ”.

“Embora eu não seja crente, levo os meus filhos na catequese e tenho as minhas discussões com o sacerdote do bairro. Digo-lhe: ‘Vamos acabar sendo os agnósticos e ateus de boa vontade os que limparemos o nome da Igreja, porque vocês têm uma passividade absolutamente incompreensível’”, enfatizou Roca Barea.

Finalmente, a especialista também criticou aqueles que pensam que agir contra o catolicismo é sinônimo de “modernidade”, porque não percebem que estão “matando” a si mesmos, “sendo crentes ou não crentes”.

“Porque você está renegando o seu passado e os seus antepassados e essas são as bases que nos sustentam. E sem eles, desabamos. E se nós desabamos, outros ficarão em cima”, concluiu.
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sábado, 8 de abril de 2017

Decreto para a Forma Extraordinária nos cem anos de Fátima!



A Santa Sé emitiu um Decreto para todos os sacerdotes que celebram a Missa segundo a Forma Extraordinária do Rito Romano. Nele a Santa Sé concede e permite que celebrem no dia 13 de maio deste ano a Missa do Imaculado Coração de Maria, como Missa Votiva de II classe.

Essa graça é dada a todos os sacerdotes do rito latino, sejam seculares ou regulares, por ocasião do centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, para a maior devoção dos fiéis.

Por que esse Decreto foi dado? O que significa?

Decreto
Como infelizmente não existe uma Missa própria de Nossa Senhora de Fátima, então, no dia 13 de maio costumamos celebrar uma Missa do Comum de Nossa Senhora com a oração própria de Nossa Senhora de Fátima, e é apenas de III classe.

Com esse Decreto o Santo Padre, por meio da Congregação, nos concede neste ano celebrar a Missa do Imaculado Coração de Maria como Votiva de II classe. Em outras palavras, esse ano podemos celebrar uma Missa específica e com um grau maior do que o previsto, o que normalmente não poderíamos fazer sem uma licença como essa.

Esse Decreto é, de certo modo, e significa uma demonstração de atenção e certa delicadeza e sensibilidade por parte da Santa Sé para com todos os padres que celebram segundo a Forma Extraordinária do Rito Romano, especialmente nesse ano tão significativo.


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