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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Cardeal Arinze celebra Missa Pontifical em Rito Antigo nos Estados Unidos

O Cardeal Francis Arinze celebrou uma Missa Pontifical, com assistência em coro de Mons. Anthony M. Pilla, bispo emérito de Cleveland. A Missa foi celebrada em South Euclid (Ohio). O Cardeal Arinze trabalhou no Vaticano como Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos. Já como emérito, tornou-se bastante popular devido aos vídeos nos quais explica verdades básicas da doutrina católica e da lei moral natural. 










sexta-feira, 21 de abril de 2017

A Missa é um reflexo do céu, diz Cardeal Sarah



ACI.- O Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, afirmou recentemente que a Missa é “um reflexo da liturgia celebrada desde a eternidade na Jerusalém celeste”.

“É o sacrifício vivo de Cristo que morreu na cruz para nos libertar do pecado e da morte, com o propósito de revelar o amor e a glória de Deus Pai”, disse o Purpurado em um discurso para a XVIII Conferência Litúrgica Internacional em Colônia, na Alemanha, realizada entre os dias 29 março e 1º de abril.

“Muitos católicos não sabem que o propósito final de cada celebração litúrgica é a glória e a adoração a Deus, salvação e santificação dos homens, porque na liturgia ‘Deus é perfeitamente glorificado e os homens são santificados’”, acrescentou.

A conferência foi realizada pelo décimo aniversário da instrução Summorum Pontificum do Papa Bento XVI, que deixou várias regras aos sacerdotes para a celebração da liturgia segundo o Missal de 1962, conhecido como a “forma extraordinária”.

O Cardeal disse que, apesar das controvérsias e abusos depois do Concílio Vaticano II, a liturgia católica é finalmente uma fonte de unidade que forma os cristãos no sacrifício e na salvação da cruz.

Indicou que se os católicos sentem que estão sofrendo uma “guerra litúrgica” que os divide, então deveriam vê-la como “uma aberração”, porque a liturgia é “o espaço por excelência onde os católicos devem experimentar a unidade na verdade, na fé e no amor”.

“Como consequência, é inconcebível celebrar a liturgia tendo sentimentos de conflito e ressentimento fratricida. Neste ‘cara a cara’ com Deus, que é a liturgia, o nosso coração deve estar purificado de toda inimizade, e requer que cada pessoa seja respeitada em sua própria sensibilidade”, explicou.

O Cardeal Sarah sublinhou a necessidade de reafirmar que o Vaticano II nunca pediu uma ruptura com o passado. Em vez disso, deve promover-se uma visão do Concilio da renovação litúrgica.

Depois do Conselho, o Beato Papa Paulo VI emitiu um novo Missal Romano, conhecido atualmente como a “forma ordinária” que foi amplamente traduzida do latim aos idiomas locais.

A respeito do tema, o Cardeal Sarah disse que ambas as formas – ordinária e extraordinária – da liturgia devem levar aos fiéis “a beleza da liturgia, sua santidade, silêncio, lembrança, dimensão mística e adoração”.

Além disso, rejeitou qualquer esforço para opor um Missal Romano ao outro e vice-versa, assim como a oposição à liturgia das Igrejas Católicas Orientais.
“Em vez disso, devemos entrar no grande silêncio da liturgia, permitindo nos enriquecer com todas as formas litúrgicas, tanto latinas quanto orientais”, explicou.

Sem um silêncio místico e um espírito contemplativo, a liturgia continuará sendo “uma ocasião de divisões de ódio, de confrontos ideológicos e de humilhações públicas dos fracos por aqueles que afirmam ter autoridade, em vez de ser um lugar de unidade e comunhão no Senhor”, destacou.

Por outro lado, assim como disse há algum tempo o Cardeal Joseph Ratzinger, o Cardeal Sarah tem certeza de que a crise que existe na Igreja atualmente é devido “em grande medida à demolição da liturgia”.

“O Cardeal Ratzinger repetiu incansavelmente que a crise que está abalando a Igreja durante os últimos cinquenta anos, especialmente desde o Concilio Vaticano II, está ligada à crise da liturgia e, portanto, à falta de respeito, à dessacralização e a horizontalidade dos elementos essenciais do culto divino”, lamentou.

O Purpurado sublinhou que aqueles que promulgaram mudanças negativas na liturgia esqueceram que não é apenas uma oração, mas é especialmente um mistério “que não podemos compreender plenamente, mas que devemos aceitar e receber na fé, no amor, na obediência e no silêncio da adoração”.

Também considera que os verdadeiros adoradores de Deus não reformam a liturgia de acordo com as suas próprias ideias e criatividade para agradar o mundo, mas “reformam o mundo com o Evangelho”.

O Cardeal Sarah ofereceu diretrizes para a Summorum Pontificum, dizendo que deve ser aplicada “com muito cuidado” e não como “uma medida negativa e regressiva, que pretende voltar ao passado. Também não deve ser aplicada como algo que constrói muros e cria um gueto”.

Pelo contrário, deve ser “uma contribuição importante e genuína à vida litúrgica tanto do presente como do futuro da Igreja”.
 
 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Cardeal Muller dá interpretação final da Amoris Lætitia



Na semana passada foi publicada uma entrevista com o Cardeal Gerhard Muller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Além do Papa, é ele que tem autoridade para interpretar os documentos da Igreja de acordo com o Magistério, como ele próprio diz na entrevista.

Nos últimos meses surgiram entre alguns bispos dúvidas sobre a interpretação correta da exortação apostólica Amoris Lætitia. Nesta entrevista o Cardeal Muller não disse nenhuma novidade, mas voltou a esclarecer que a única interpretação possível da Amoris Lætitia é a que está de acordo com o Catecismo da Igreja Católica.

Aqui fica parte da entrevista:

Pode haver alguma contradição entre a Tradição e a própria consciência?

Não, é impossível. Por exemplo, não se pode dizer que haja circunstâncias em que um adultério não constitui um pecado mortal. Para a doutrina católica é impossível a coexistência entre o pecado mortal e a graça santificante. Para superar esta absurda contradição, Cristo instituiu para os fiéis o Sacramento da Penitência e Reconciliação com Deus e com a Igreja.

Esta é uma questão que se discute muito a propósito do debate em torno da exortação pós-sinodal Amoris Lætitia.

Amoris Lætitia deve ser interpretada claramente à luz de toda a doutrina da Igreja. (...) Eu não gosto disto, não está certo que tantos bispos estejam a interpretar a Amoris Lætitia de acordo com a sua maneira de entender o ensinamento do Papa. Isto não está de acordo com a doutrina Católica. O magistério do Papa é interpretado apenas por ele ou pela Congregação para a Doutrina da Fé. O Papa interpreta os bispos, não são os bispos que interpretam o Papa, isto é uma inversão da estrutura da Igreja Católica. Eu insisto com todos os que estão a falar demais para estudarem a doutrina sobre o papado e o episcopado. O bispo, como mestre da Palavra, tem que ser primeiro bem formado para não cair no risco do cego a guiar os cegos. (...)

A exortação Familiaris Consortio de São João Paulo II estipula que os casais divorciados e recasados que não se podem separar, para receberem os sacramentos, têm que decidir viver em continência. Este requisito ainda é válido?

Claro, não é dispensável. Porque isto não é apenas uma lei positiva de João Paulo II. Ele expressou um ensinamento essencial da teologia moral Cristã e da teologia dos sacramentos. A confusão neste ponto também tem a ver com a incapacidade de aceitar a encíclica Veritatis Splendor, com a doutrina clara sobre o "intrinsece malum." (...) Para nós o matrimônio é a expressão da participação na união entre o noivo, Cristo, e a Igreja, sua noiva. Isto não é, como alguns diziam durante o Sínodo, uma analogia simples e vaga. Não! É a substância do sacramento, e nenhuma autoridade no céu ou na terra, nem um anjo, nem o Papa, nem um concílio, nem a lei dos bispos, tem o poder para mudar isso.

Como é que se pode resolver o caos que se está a gerar por causa das diferentes interpretações que estão a ser dadas a esta passagem da Amoris Lætitia?

Eu insisto para que todos reflitam, estudando primeiro a doutrina da Igreja. Começando pela Palavra de Deus na Sagrada Escritura, que é muito clara sobre o matrimônio. Recomendo também não entrar numa casuística que pode facilmente originar mal-entendidos, especialmente aquele de que se o amor desaparece a ligação matrimonial morre. Isso são sofismas: a Palavra de Deus é muito clara e a Igreja não aceita a secularização do matrimônio. A tarefa dos sacerdotes e dos bispos não é criar confusão, mas trazer claridade. Uma pessoa não pode apenas olhar para as pequenas passagens na Amoris Lætitia mas tem que a ler como um todo, com o propósito de tornar o Evangelho do matrimônio e da família mais atrativo para as pessoas. Não foi a Amoris Lætitia que provocou a interpretação confusa, mas alguns intérpretes confusos. Todos temos de perceber e aceitar a doutrina de Cristo e da sua Igreja e ao mesmo tempo estar prontos para ajudar os outros a percebê-la e a pô-la em prática, mesmo em situações difíceis.

in Settimo Cielo

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