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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Cardeal Arinze celebra Missa Pontifical em Rito Antigo nos Estados Unidos

O Cardeal Francis Arinze celebrou uma Missa Pontifical, com assistência em coro de Mons. Anthony M. Pilla, bispo emérito de Cleveland. A Missa foi celebrada em South Euclid (Ohio). O Cardeal Arinze trabalhou no Vaticano como Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos. Já como emérito, tornou-se bastante popular devido aos vídeos nos quais explica verdades básicas da doutrina católica e da lei moral natural. 










sexta-feira, 30 de junho de 2017

V e ultima Parte - Mudança de Religião por Padre Júlio Maria de Lombaerde



V e ultima Parte 
MUDANÇA DE RELIGIÃO

Apologética Católica com o Padre Júlio Maria de Lombaerde, + 1944
(Retirado do Livro "Luz nas Trevas - Respostas irrefutáveis as objeções protestantes".)
 

VI. Conclusão

Pe. Júlio Maria de Lombaerde
Está vendo, caro amigo, que a sua conclusão é falsa e falsíssima: um homem não deve ser perseguido por abandonar a religião em que nasceu; mas, antes de abandonar uma religião, um homem deve examinar a religião que quer deixar e aquela que pretende abraçar, para ver qual delas satisfaz aos quatro caracteres indicados: unidade, santa, catolicidade e apostolicidade.

Achando que a religião em que nasceu possui estes quatro caracteres, não pode mudar, pois está na verdade. Achando que não satisfaz a estes quatro requisitos, pode e deve abandoná-la, para abraçar aquela que os possui, e que só é a religião de Jesus Cristo.

Possa meu amigo crente compreender estas verdades claras e divinas, e adotá-las como regra de vida; é o único desejo daquele que procura refutar os seus erros, mas que ama a sua alma, e anela em salvá-la.

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Emprestar-se a Maria!

 Pe. Júlio Maria de Lombaerde

Entre amigos, que vivem juntos, formando um só coração, uma só alma, há uma coisa que mostra a afeição mútua ao mesmo tempo em que a sustenta e alimenta; é emprestar uns aos outros diversos pequenos objetos, de que se precisa, às vezes, inesperadamente, sem tê-los à mão. E o outro é feliz em emprestar este objeto. Será talvez um livro, um canivete, um instrumento qualquer. E nós, que vivemos perto da Santíssima Virgem, nessa comunhão de todo instante, não nos seria possível emprestar-lhe, às vezes, qualquer coisa?

Delicioso e doce pensamento! Vou emprestar-me a Maria Santíssima.

Ó minha Mãe, eu te empresto as minhas mãos. Digna-te servir-te delas para socorrer todos aqueles que precisarem. Com minhas mãos tu darás, tu guiarás, tu aliviarás.

Eu serei o criado, o escravo, dando, guiando, aliviando com estas mãos, que eu te emprestei.

Querida Mãe, eu te empresto minha língua, serve-te dela para consolar, aconselhar, animar e rezar. Serás tu que farás tudo isso, por minha língua; e eu ainda serei criado, agindo para Ti e sob a tua influência.

Ó Maria, eu te dou minha inteligência. Toma-a e dela te serve para instruir, iluminar; para falar de Ti e a Ti. E eu sempre pobre criado não deixarei entrar nessa inteligência nada, que não seja de Ti e para Ti.

Ó Maria, eu te dou a minha vontade. Ela é fraca, vacilante, inconstante, inclinada ao mal..., mas, pouco importa, eu te empresto esta vontade, para que tu dela aproveites para a maior glória de Deus.

Ó Maria, eu te empresto o meu coração. Tu queres ainda viver entre nós para amar, compadecer, para enxugar as lágrimas. E para assim amar, precisas de um coração, aqui na terra. Toma o meu e nele coloca a tua bondade, tua ternura, tua dedicação e que, em todas as almas, com que tratarei, possa eu derramar um pouco de tua bondade e de teu amor de Mãe.

Ó Maria, eu te empresto o meu ser inteiro, meu corpo, minha alma, minhas faculdades, meus bens espirituais e temporais. Toma tudo, tudo, e serve-te desse tudo, para prestar serviço, para socorrer, para abrigar o pobre, para acalmar as queixas da desgraça e fazer-te conhecer das crianças, às quais não se fala bastante de Ti.

Totus tuus sum ego et omnia mea tua sunt. – Eu te pertenço inteiramente com tudo que é meu.

As conclusões práticas deste empréstimo são das mais consoladoras.

Quando o mundo convidar-nos para participar de seus passageiros e vãos gozos, fiquemos fiéis ao nosso contrato com a doce Virgem e respondamo-lhe: “Não posso; não sou mais senhor de mim; emprestei-me à Mãe de Deus; é a ela, pois que se deve dirigir o convite.”

Quando o demônio nos importunar com suas tentações, digamos-lhe sem hesitação: “Vai, miserável; tens de haver-te com um mais forte do que tu. Não é a mim, mas a Virgem Imaculada, a qual uma vez primeira te esmagou a cabeça e que ainda saberá descobrir e aniquilar tuas armadilhas.”

Quando a carne corrupta e corruptora, excitar em nós suas paixões ardentes, fitemos a Virgem Pura e protestemos altamente que não queremos retomar o que lhe temos emprestado.

Quando, enfim, o desânimo infiltrar-se em nossas veias e ameaçar o vigor de nosso corpo, saibamos levantar a cabeça e o coração para lutar ainda, para sempre lutar, visto ser a Virgem que luta conosco e em nós. E a Virgem é invencível!

Porque desanimar! A vitória é, pois, certa. Pouco importa que a luta seja árdua e os inimigos experimentados.

Mundo, demônio e carne podem nos assaltar, mas só vence, quem quer ser vencido. Aqueles que oram e que se emprestam a Maria, são invencíveis, porque participam das prerrogativas da divina Mãe de Jesus.

Fonte: A grande Guerra


IV Parte - Mudança de Religião por Padre Júlio Maria de Lombaerde


IV Parte
MUDANÇA DE RELIGIÃO

Apologética Católica com o Padre Júlio Maria de Lombaerde, + 1944
(Retirado do Livro "Luz nas Trevas - Respostas irrefutáveis as objeções protestantes".)

  V. Aplicação


Os caracteres aqui citados podem e devem ser conhecidos por todos.
 

Deus não pode permitir a dúvida em matéria tão grave como é a religião; e tal dúvida não pode existir numa alma sincera, num coração reto.

A religião é divina e por isso não pode ser completamente compreendida por uma inteligência humana; mas nunca pode estar em contradição com esta inteligência humana, pela razão de ser Deus o autor de ambas. A contradição recairia sobre o próprio Deus.

O homem pode e deve perscrutar a religião, estudá-lo, conhecê-la o melhor possível. Por meio dos quatro caracteres, qualquer um pode provar a verdade ou o erro da sua religião: está ao alcance de todos. O católico deve fazê-lo, não pela dúvida, mas para dar firmeza à sua fé. O protestante deve fazê-lo, para verificar e compreender o que está errado.

Depois deste exame, o homem pode conscienciosamente abandonar a sua religião, desde que esta não satisfaça aos requisitos. Sem este exame, sem esta verificação o homem não pode abandonar a religião em que nasceu, ou que professa.

O amigo protestante deve ver, pois, que está errado. Sendo protestante, pode aceitar a religião de Jesus Cristo: a religião católica. O católico não pode de modo nenhum deixar a sua religião para fazer-se protestante.

E não vale a pena mudar o nome do protestantismo, chamando-o de “religião de Jesus Cristo”. Nunca foi, nunca há de sê-lo!

A religião de Jesus Cristo é uma só: – a católica; o protestantismo pode ser chamado “religião de Lutero”, nunca “de Jesus Cristo”, com que não tem outra relação, senão a Bíblia que é comum a ambas, mas cuja interpretação pessoal ou eclesiástica cava um abismo entre ambas.

O protestantismo interpreta a Bíblia a seu talante, contrariamente à Bíblia.
Pe. Júlio Maria Lombaerde

S. Pedro diz que toda a profecia da Escritura não pode ser feita por interpretação própria (2 Ped 1, 20).

O catolicismo escuta a Igreja para esta interpretação, conforme o ensino da Bíblia: o Espírito Santo colocou os bispos para governar a Igreja de Deus (At 20, 28).

Aquele que não escuta nem a sua consciência, nem a Igreja de Deus, deve ser tratado como um pagão, diz o divino Mestre (Mt 18, 17).

A Igreja Católica não persegue ninguém: ela é de caridade; mas refuta os erros, orando pelos que erram, conforme o conselho de S. Agostinho: interficite errores, diligite errantes.

Convém notar, entretanto, que o amor não é covardia nem traição. O protestantismo é uma heresia composta de seitas humanas, que profanam os mistérios de Deus, o que fazia dizer a Melanchthon, contemplando as águas do Elba: todas estas águas são insuficientes para lavar os grandes males da reforma protestante (Cartas).

Ora, deixando de condenar a heresia, a Igreja Católica não seria tolerante; seria simplesmente traidora de Deus e da sua missão, traidora da verdade. E isto é absolutamente impossível, sendo a Igreja, no dizer de S. Paulo: a coluna e o firmamento da verdade (1 Tim 3, 15).

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